Um Sábado Qualquer

Tirinhas de humor baseadas em temas bíblicos. Isso parece render longas discussões, críticas negativas e até ofensas. E de fato rende. Porém a naturalidade com que o designer gráfico Carlos Ruas trabalha esses temas, abordando inclusive situações comuns a nós, meros mortais, desperta o interesse de cristãos, ateus, budistas, espíritas e o que mais existir nessa e em outras vidas. Em Um Sábado Qualquer tudo pode acontecer.

O blog foi criado em 2009 e aborda a religião de diferentes maneiras. Sem preconceitos e com muita irreverência, Ruas propõe um novo olhar sobre o mundo a nossa volta. Ao trabalhar o conceito de verdade absoluta, por exemplo, tão propagado pelas pessoas, notamos que temos muito mais coisas em comum do que diferenças e que o principal é respeitar o próximo.

Alguns problemas cotidianos do casal Adão e Eva (simples bonequinhos pretos) são explorados e levados ao público como algo espontâneo. Deus é um velhinho de barba branca que sofre constantemente com crises existenciais, principalmente porque suas criações não deram certo, como os dinossauros que não o adoravam e os humanos que são… bem… nós. A frustração é tão grande, que até Freud entra na história pra tentar ajudar o Todo Poderoso.

 

Caim, o primeiro filho de Adão e Eva, também faz parte da história e apresenta uma personalidade matadora – com perdão pelo trocadilho. Além deles, há Luciraldo, ou Luci, o demônio que até tenta ser mau, mas tem lá sua simpatia e aparece em algumas tirinhas fazendo apostas com Deus em brincadeiras com os humanos. Uma personagem polêmica, mas que Ruas não deixa escapar, é Lilith, uma mulher sedutora, de curvas definidas, que faz Adão perder a cabeça e mexe com o relacionamento entre ele e Eva.

Jesus Cristo, com certeza, faz parte da história e é apresentado como um homem comum, o ser humano, não o divino. Em algumas tirinhas, Jesus é o cara da zoeira, como certa vez imaginou um amigo meu, e vive suas amizades e suas paixões.

Outros personagens fazem aparições especiais e sensacionais nas tirinhas, como Darwin, Chico Xavier e Nietzsche. Outros deuses são incorporados às histórias, tais como Zeus, Odin, Ganesha e Oxalá. Até o Google entra como o deus da nova era! Todos eles conversam, se divertem, bebem e até brigam no Boteco dos Deuses. Volto a falar: eles estão ali de modo a ressaltar o valor das múltiplas crenças espalhadas pelo mundo e o destaque fica sempre para o respeito. No fundo, essa é a mensagem.

Um Sábado Qualquer está no youtube também e fica mais divertido  ver as tirinhas em movimento. Quando me deparei com o canal, o primeiro vídeo me ganhou na hora. Lhes apresento o Deusesmon!

Fica, então, essa dica pra lá de divertida e que traz bons momentos de reflexão. Visite agora http://www.umsabadoqualquer.com/ :)

Sobre Ludimila Honorato

Jornalista, leitora, violinista em algumas horas da semana. Quero histórias pra contar. Costumo escrever subjetividades, numa tentativa de me libertar do que vejo e não quero dizer, do que sinto e não quero calar. Prefiro frio a calor, odeio baratas, gosto de séries, livros, gatos, cozinhar, conhecer novos lugares e, principalmente, comer nesses novos lugares.

This Town Needs Guns

TTNG

TTNG é uma banda focada no estilo altamente peculiar do seu guitarrista, Tim Collins. Aliás, ele é o único integrante do grupo que fez parte de todas as formações da banda até hoje. Entre outras mudanças, ela mudou de nome: após o último disco, resolveram abandonar o nome anterior, This Town Needs Guns, e abreviar para TTNG. Isso porque o nome era uma ironia (Esta cidade precisa de armas) e após a banda começar a fazer sucesso fora da sua cidade, o sentido da ironia perdeu-se um pouco e eles também não queriam ser associados com qualquer forma de violência.

O núcleo principal da banda são os irmãos Tim (na guitarra) e Chris Collins (na bateria). ela se firmou num estilo muito fluído e interessante de tocar. A guitarra, por exemplo, cria texturas altamente complexas, através do uso de arpejos e riffs, e as estruturas das músicas abusam de fórmulas de compasso e tempos estranhos. Para acompanhar isso tudo, a bateria se desdobra em ritmos complexos, num estilo muito interessante e intrincado.

Uma descrição assim, provavelmente, remeta ao Rock Progressivo, mas exceto pela complexidade do tempo da música, é tudo bem diferente. A guitarra aqui é limpa e, talvez, a proximidade seja muito mais para o lado solto do jazz, com uma sonoridade levemente hardcore, porém mais séria. O estilo que a banda toca é chamado de math-rock. Numa definição extremamente simplista – para quem conhece post-rock –, math-rock é parecido com post-rock, um pouco menos etéreo e um pouco mais pé no chão, porém com uma sensação geral do ritmo bem fora do comum.

No primeiro disco – o Animals (2008) –, as músicas durante a gravação tinham codinomes de animais, enquanto não saíam os títulos definitivos. E adivinhem: os títulos provisórios viraram definitivos. Dessa leva, as minhas preferidas são Baboon e Badger.

O segundo álbum – o 13.0.0.0.0 (2013), cujo título é referência ao calendário Maia (lembram do último fim do mundo?), – traz um novo vocalista, que tem uma voz um pouco mais adocidada que a do vocalista do disco anterior. Mas as características da banda se mantêm. Desse álbum, as minhas preferidas são Cat Fantastic e a 13.0.0.0.0.

Para fechar, mais que ouvir, recomendo assistir à performance deles ao vivo, como esta no Audiotree:

Sobre Walter Cruz

Walter Cruz é um paulistano que encontrou seu caminho na capital, ainda que não tenha perdido totalmente o sotaque de São Paulo,. Apesar de dizer querer ser um robô, vive o paradoxo de acreditar acima de tudo no ser humano. Ama música, porém não sabe assoviar. Seu pecado capital favorito é a preguiça. Leva a sério a máxima do Dr. House: Todo mundo mente. A começar por ele mesmo.

welcome

Welcome to Night Vale

“Uma amistosa comunidade no deserto, onde o sol é quente, a lua é bela e misteriosas luzes passam por nossa cabeças enquanto todos fingimos dormir…Bem vindo a Night Vale”

Welcome to Night Vale é um podcast como nenhum outro que você ouviu. Este programa de humor e horror sobrenatural é realizado como se fosse uma rádio comunitária (em inglês) desta misteriosa cidade do título, onde horrores absurdos acontecem diariamente, como aqueles presentes em diversas obras de autores como Stephen King, HP Lovecraft, e séries como “Além da Imaginação” e “Arquivo X”. E tudo isso é reportado por Cecil Palmer, o carismático radialista com uma voz macia e tranquila, responsável por informar os habitantes desse local exótico.

Sua existência não é impossível, mas também não é muito provável
Sua existência não é impossível, mas também não é muito provável

Night Vale é um podcast exótico e exige que seu público tenha sua mente aberta para as bizarrices que ocorrem em cada um de seus episódios. Ele segue uma estrutura muito parecida com séries, com seu “monstro do dia” e seu desenvolvimento durante o episódio. Coisas como uma Nuvem Brilhante cuja chuva são animais mortos (ALL HAIL THE GLOW CLOUD!), um misterioso parque de cães que não pode ser visitado por cães nem por pessoas (não olhe para as figuras de manto!), uma cidade miniatura que se esconde embaixo da pista de boliche, uma velha senhora sem rosto que mora em sua casa e um dragão de cinco cabeças são alguns dos muitos integrantes desse show.

Anjos não são reais... se um deles vier falar com você não acredite. Eles contam apenas mentiras
Anjos não são reais… se um deles vier falar com você não acredite. Eles contam apenas mentiras
Há uma velha senhora sem rosto na sua casa... nesse momento. Ela está levemente tocando seu ombro...
Há uma velha senhora sem rosto na sua casa… nesse momento. Ela está levemente tocando seu ombro…

O podcast mistura de maneira sem igual o humor, estranheza e muitas vezes irá te fazer refletir com provérbios e lições que as vezes são oferecidas pelo nosso fantástico apresentador. Night Vale chegou a ser o podcast mais baixado de 2013 pelo iTunes e uma das coisas que fez com que o podcast chegasse a esse lugar foi a legião de fãs que acompanha o show. Além de sua narrativa atraente e seu humor estranho, o show também atraiu muitos fãs dentre as comunidades LGBT por trazer um protagonista homossexual, em que sua sexualidade não é o foco, mas sim parte da sua personalidade, e é administrada de forma inteligente e humana pelos criadores do show, os roteiristas Joseph Fink e Jeffrey Cranor.

Cecilos <3
Cecilos <3

Outro elemento importante que compõem o fandom de Night Vale são as ilustrações criadas pelos fãs. Os criadores da série fazem questão de manter descrições vagas e ambíguas de seus personagens com alguns ligeiros detalhes apenas (Carlos, perfeito Carlos é um homem de pele morena, longos e belos cabelos, o Rastreador Apache é um homem de origem Eslava, mas que insiste em usar um adereço de plástico indígena, simulando uma versão caricata e racistas dos povos indígenas, algo constantemente lembrado e desaprovado por Cecil). E isso fez com que centenas de versões dos personagens e fatos reportados nos episódios tivessem visões completamente diferentes nas mãos de vários talentosos ilustradores, a grande maioria no tumblr, como vocês podem ver alguns exemplos abaixo:

Carlos, perfeito e belo Carlos
Carlos, perfeito e belo Carlos
Cecil reporta as notícias da noite
Cecil reporta as notícias da noite
A velha senhora Josie e seus Anjos (que não existem!)
A velha senhora Josie e seus Anjos (que não existem!)
O Rastreador Apache, Prefeita Pamella Winchel, O homem do Casaco Marrom e Estranhas Figuras de Manto (não olhe para elas!)
O Rastreador Apache, Prefeita Pamella Winchel, O homem do Casaco Marrom e Estranhas Figuras de Manto (não olhe para elas!)

Os episódios de Night Vale são distribuídos gratuitamente pelo iTunes e várias outras opções disponíveis na página oficial (http://www.welcometonightvale.com/). Existem também episódios especiais gravados ao vivo que são distribuídos por “pague o quanto puder” através do Bandcamp deles.

O show é todo em inglês, mas não fiquem aflitos, queridos leitores! Um grupo de fãs realiza a transcrição de todos os episódios e temos o pessoal do Night Vale em Português que traduz para nosso idioma nativo essas transcrições que vocês podem acessar aqui:

http://nightvaleportugues.tumblr.com/

Dica importante: Cecil tem uma voz beeem macia e tranquila, então não escute o show em uma posição muito confortável ou você VAI dormir… Além disso, o ideal é se concentrar apenas em ouvir o show, pois é muito fácil perder o foco e perder uma piada ou uma informação interessante.

Espero que curtam muito essa eksperimentação, e nas palavras de Cecil:

Não se arrependa de nada… até que seja tarde demais. Então, se arrependa de tudo!

Boa noite, Night Vale... Boa noite...
Boa noite, Night Vale… Boa noite…

Sobre Marco Junior

RPGista velha guarda tanto dos jogos de papel como os eletrônicos, fã de variados estilos musicais, com uma paixão pelas grandes vozes dos anos 50 e Bluegrass. Ficção pós-apocalíptica e universos fantásticos são meu lar. Gosto de muitas séries e filmes de gêneros variados. Tenho um gato preto chamado Preto e meu computador é quase parte do meu organismo biológico.

far cry 3

Far Cry 3

Às vesperas do lançamento do quarto jogo da franquia resolvo jogar este sandbox ESPETACULAR!! Daqueles que dá mesmo uma plena sensação de liberdade, vontade de largar o controle e sair atirando em tudo quanto é gente por aí…

ZUEEEERA!!!

Agora sério…
Daqueles que dão vontade de sair pro meio do mato, pra praia ou pra alguma ilha tropical e curtir a natureza. Largar esta postura de gordo nerd e sair pra alguma trilha aí, respirar um ar mais puro.

Lançado em 2012, Far Cry 3 (Ubisoft) é exatamente sobre abandonar a realidade urbana que estamos acostumados e aventurar-se por uma paisagem magnífica quase… QUASE paradisíaca.
O que torna do paraíso um inferno é saber que esta ilha é dominada por um exército mercenário financiado por um poderoso traficante de drogas and escravos.

Why so serious?

Vamos ao plot: Um grupo de amigos porra-loucaços (uhuuul) doidos e mariajuaneiros, desembarca no pequeno arquipélago Rook para curtir um paraquedismo, esportes radicais e dar uns tapinhas na xoronha. Até que a vaca vai pro brejo quando o grupo de amigos cai nas graças de Vaas (UM DOS MELHORES VILÕES DE VIDEOGAMES EVER!!), um pirata traficante que resolve trocar a playboyzada por grana.

O player é Jason Brody, um dos garotos cativos, que recebe ajuda dos nativos da ilha para resgatar seus amigos. Jason embarca numa jornada de auto-conhecimento quando se vê tendo que assassinar pessoas e pobres animais a sangue frio. Neste caso, a jornada do herói é obscura e quanto mais Jason Brody desbrava a ilha mais se torna uma pessoa mais e mais “sangue no zóio”.

O que sempre me diz se um jogo é bom ou não é o envolvimento da narrativa da história com o desenvolvimento das ações do jogador. Ou seja, as ações daquele personagem no decorrer do jogo mudaram de fato as reações do ambiente que está ao seu redor?

Far Cry 3 faz isso com maestria ímpar.

Quanto mais se evolui na história e mais conquistas e bases você liberta, mais os vilões o temem e os amigos edificam-no.  Conforme Jason conquista espaços para a tribo nativa da Ilha Rook, mais as estradas ficam seguras e mais chances você tem de ser ajudado por seus amigos de tribo que estão zanzando por aí.

É um First Person Shooter (jogo de tiro em primeira pessoa) com elementos de RPG. Jason melhora suas habilidades através de pontos de experiência e cabe ao jogador escolher quais habilidades o protagonista terá.

Far Cry 3 é um jogo bastante sucinto. Ao invés de ter três mil quatrocentas e vinte e oito side-quests, ele tem só algumas quinhentas que servem para auxiliar seu personagem a evoluir e nada que se faz no jogo é desnecessário para a trama. A morte de inocentes bodes e porcos é justificável! Afinal você precisa fazer um coldre que te deixa carregar mais armas e munição.

Olha a onça, olha a onça!
Olha a onça, olha a onça!

Destaque também para o roteiro e os personagens do game. Vaas é um dos melhores vilões que eu eu já vi! (Tá pau a pau com qualquer malvado do Breaking Bad), também graças ao excelente trabalho de seu dublador e modelo de face. A Ubisoft usou o ator para fazer um vídeo viral do jogo na época de seu lançamento.

Aqui:

Far Cry 3 foi sucesso de público e crítica no ano de seu lançamento.

O MetaCritics deu 91/100 à versão de Playstation 3, o G4TV deu 5/5 e IGN deu a nota 9/10,  também ressaltando a trama bem elaborada e personagens marcantes.
Vendeu aproximadamente 6,6 milhões de cópias somando todas as plataformas (PS3, XBOX 360, e PC).

Recomendo a jogatina de Far Cry 3, principalmente em épocas em que você esteja de férias ou num feriado prolongado, para que posso aproveitar o jogo por várias horas ininterruptas de matança de gente ruim, animais selvagens e paisagens virtuais estonteantes.

Sobre Ramon Mineiro

Ramon é um cara que gosta de sossego, cerveja e bons momentos de paz. Gosta de comida boa e amigos ao redor. Ramon é um bom Hobbit.

Jogador nº 1

Para quem gosta de ficção, cultura nerd e anos 80, o livro Jogador nº 1 é apaixonante. Eu estou completamente dentro da primeira categoria, pouco na segunda e zero na terceira, mas Ernest Cline, roteirista de Fanboys (2009), conseguiu me fisgar. Fui conduzida para um mundo paralelo durante uma semana de leitura compulsiva, divertida e misteriosa.

O cenário é o ano pós apocalíptico de 2045. A sociedade está em caos, todos estão enfrentado problemas com a crise energética e é complicado demais lidar com o dia a dia real. Em meio a essa situação, as pessoas preferem viver em um jogo chamado OASIS, o qual recria perfeitamente qualquer realidade. O gênio por trás desse jogo é James Halliday (que pode ser comparado ao nosso conhecido Steve Jobs), um homem fascinado pelos anos 80.

Nosso protagonista é Wade Watts, um jovem órfão que mora em trailers empilhados e se aventura pela realidade paralela com o nome Parzival. Ele e o resto do mundo se vê envolvido em uma caça ao tesouro depois que James morre e deixa toda a sua fortuna como prêmio para quem encontrar um easter egg escondido no OASIS. A chance de ganhar 240 bilhões de dólares e demonstrar todo o conhecimento a respeito do criador do jogo é posta à prova.

Uma espécie de favela futurista

Durante história, o leitor vai se deparar com muitas referências nerds que, infelizmente, eu desconheço. Mas fiquei feliz quando vi Monty Phyton, um famoso (ou não, caso você não conheça ainda) grupo de comédia. Os enigmas que os jogadores precisam desvendar para chegar ao prêmio envolvem temas nerds e/ou dos anos 80 como o jogo Atari, a banda Rush e o filme WarGames. Pac-Man também faz parte e é mais conhecido por todos nós.

Mais que um mundo virtual, OASIS é um jogo de sensações. Devidamente equipado, o jogador pode sentir tudo que se passa no jogo. O frio vai te congelar de verdade, o calor vai fazer você suar, a moça bonita que passou vai mexer com você e o soco, com certeza, vai doer. Tudo isso graças a uma avançada tecnologia de roupas, óculos etc. com sensores.

Ilustração de como se equipa para jogar OASIS

O mais legal do livro é que o narrador é em primeira pessoa, ou seja, é o próprio Parzival quem conta a história, o que dá um toque intimista, confidencial. Embora eu goste do narrador onisciente, que te conta tudo sobre tudo ao mesmo tempo, acompanhar o personagem em tempo real parece aguçar ainda mais a curiosidade sobre o que está por vir. E tem muita coisa ao longo das 464 páginas. Deixe-se levar também nessa viagem futurista dentro de games, filmes e nerdices.

PS.: O livro vai ganhar adaptação para o cinema! Zak Penn (O Incrível Hulk, X-Men 2, Os Vingadores) foi o roteirista escolhido, mas ainda não há diretor nem data definida para começar a produção.

Sobre Ludimila Honorato

Jornalista, leitora, violinista em algumas horas da semana. Quero histórias pra contar. Costumo escrever subjetividades, numa tentativa de me libertar do que vejo e não quero dizer, do que sinto e não quero calar. Prefiro frio a calor, odeio baratas, gosto de séries, livros, gatos, cozinhar, conhecer novos lugares e, principalmente, comer nesses novos lugares.

budapest

O Grande Hotel Budapeste

Nunca havia assistido um filme de Wes Anderson. Ouvi falar que seus filmes eram peculiares mas nenhum deles chamou muito minha atenção. Resolvi assistir O Grande Hotel Budapeste, comédia mais recente do diretor, e me impressionei de verdade com sua qualidade.

O filme conta a história do concierge Gustave H. através do depoimento de seu ajudante, o já velho Zero. Zero conta a um escritor (Jude Law) como entrou em contato com o hotel. Quando o concierge foi acusado injustamente de assassinato, coube ao jovem Zero e a Gustave buscar as provas para inocentá-lo. O plot não é complicado e dá para se perceber com antecedência os pontos de virada. O que impressiona —e muito— é a importância que Anderson dá a construção dos personagens.

O Grande Hotel Budapeste
Zero (Tony Revolori, esq.) e Gustave H. (Ralph Fiennes)

Essa importância pode ser demonstrada pelo modo que os personagens falam, andam, se relacionam, ou mesmo pela belíssima direção artística do filme. Todos, até mesmo os cães e gatos que aparecem na película, tem algum elemento visual que chama a atenção. Sabemos quem é o vilão pelas suas vestimentas e, bem, é o Willem Dafoe, não há para não ser o vilão. Outros antagonistas estão de preto, tanto pelo luto que sofrem no filme quanto pela opção artística de por personagens de negro em um filme tão colorido.

O Grande Hotel Budapeste

A fotografia de Anderson é caprichadíssima. Cuidado com o que vou dizer agora: Wes Anderson adora cenas simétricas. Quase todas as cenas do filme tem enquadramento cujos elementos tem balanceamento perfeito. Agora, quando você for assistir, vai perceber cada cena bem enquadrada. Esse vídeo mostra algumas cenas de Anderson e sua obsessão por simetria:

O Grande Hotel Budapeste é, além de belo, muito engraçado. O modo que os personagens se portam, as atuações do concierge (Ralph Fiennes) e do ajudante (Tony Revolori) e cada corte de cena bem executado fazem o contrário de uma comédia escrachada. Você não dará risadas histéricas mas manterá um sólido sorriso do início ao final do filme. Tudo tem uma esquisitice engraçada, desde a narração até o modo como os personagens se encontram. É um filme mais feliz que engraçado, e só depois de assisti-lo percebi como sinto falta de filmes simplesmente felizes.

Não há como explicar mais de O Grande Hotel Budapeste sem estragá-lo. É, com certeza, um ótimo filme para ser assistido a qualquer momento. Só não o veja na telinha de seu smartphone, já que muito de sua graciosidade vem do visual. Vou buscar outros trabalhos de Wes Anderson e ficar atento a suas próximas direções.

Sobre Angelo Dias

Editor do Eks, Angelo Dias é diagramador na Folha de S.Paulo, jornalista de formação e aficionado por quadrinhos, games e séries. Fala bobeiras no @angelod1as, quer fazer um podcast e está aprendendo acordeon.

Receba o Eks no seu email – Newsletter

Amigas e amigos do Eksperimentar, tenho uma ótima novidade! Inauguro hoje a nova Newsletter do Eks!

É isso mesmo! Você que não quer entrar aqui todos os dias pode receber um resumão da semana em seu email, no conforto de sua casa, inteiramente de grátis!

É facinho facinho se increver: você só precisa por seu email nessa caixinha aí do lado (com a discreta borda vermelha) ou aqui mesmo nesse post.

É isso aí, de agora em diante você receberá um email todos os sábados com um resumão do que rolou no Eks e, quem sabe, algo a mais? Se você é leitor, colaborador ou só um transeunte, jogue seu email ali na caixinha e receba as melhores recomendações do mundo, juro.

Assine agora a newsletter do Eks. É de graça!


Desculpem pela imagem destacada piegas, foi o melhor que consegui na atual conjuntura
Prometemos não enviar SPAMs e não divulgar e/ou comercializar os emails cadastrados. Confie em nós, somos do bem

Sobre Angelo Dias

Editor do Eks, Angelo Dias é diagramador na Folha de S.Paulo, jornalista de formação e aficionado por quadrinhos, games e séries. Fala bobeiras no @angelod1as, quer fazer um podcast e está aprendendo acordeon.

Boxart

Fallout

“Maybe, you’ll think of me, when you are alone…maybe the one who is waiting for you, will prove untrue then what will you do?”

Com os versos desse clássico do grupo The Ink Spots, “Maybe” e uma simpática animação sobre abrigos subterrâneos exibidos em uma velha televisão em uma cidade em ruínas, seguida por uma breve apresentação na voz de Ron Pearlman (o ator que interpretou Hellboy) com sua frase emblemática “War, war never changes…”, somos apresentados ao universo de Fallout.

Mas afinal, de que se trata Fallout?

Terra Devastada

Fallout (precipitação ou chuva radioativa, em português) conta a história do mundo pós-guerra nuclear, a chamada Grande Guerra, quando misseis nucleares finalmente cruzaram os céus e destruíram a sociedade como existia. Antes que os misseis fossem disparados foram criados grandes abrigos subterrâneos, chamados de “Vaults” (Cofres, em tradução literal). O protagonista é habitante de um destes, de número 13, e recebe a urgente missão do Overseer (tipo de chefe e líder do Vault) de explorar as terras devastadas em busca de um chip controlador do purificador de água —que foi danificado e não tem como ser reparado.

Então, vestido em seu super elegante e uniforme de maratonista, seu personagem segue rumo ao desconhecido, conhecendo pessoas, enfrentando monstros e consequentemente mudando as terras devastadas por seu caminho.

Ahhh, os gráficos da velha geração...
Ahhh, os gráficos da velha geração…

Originalmente este jogo clássico foi desenvolvido pela Interplay como sucessor espiritual de um clássico RPG da época, Wasteland:

O clima das terras devastadas e sua sociedade retira grande parte da sua influência de filmes e literatura pós-apocalíptica da época, como Mad Max, a Boy and His Dog e tantos outros.

O jogo também possui forte identidade com a cultura dos anos 40-50 americana, com seus abrigos nucleares, suas musicas e sua arte toda influenciada pela época. Os avanços do futuro podem ser vistos em destroços encontrados por todo lugar, bem aos moldes da visão dessa época: carros imensos, armaduras poderosas e avançadas e armas de plasma e laser são encontradas em vários pontos do jogo.

Propaganda dos maravilhosos Vaults!
Propaganda dos maravilhosos Vaults!

Uma característica relevante do jogo também é seu humor relacionado a cultura popular da época de sua produção. Piadas que fazem referências a South Park, Doctor Who e até mesmo um estranho encontro com uma nave com alienígenas que carregam uma foto do Elvis são alguns dos clássicos que você pode cruzar no seu caminho. Além de vacas que dizem “Eu disse Moo”.

Oh meu Deus! Eles mataram o Kenny! Seus desgraçados!
Oh meu Deus! Eles mataram o Kenny! Seus desgraçados!

A jogabilidade de Fallout é bem estranha para os moldes de hoje e foi muito influenciada pelos RPGs de mesa da época, em especial GURPS. O sistema de RPG quase foi utilizado pelo jogo durante a produção mas foi abandonado em troca do sistema próprio, o SPECIAL (Strenght, Perception, Endurance, Charisma, Inteligence, Agility e Luck. Respectivamente: Força, Percepção, Resistência, Carisma, Inteligência, Agilidade e Sorte)

Como um RPG de mesa, você pode selecionar um dos três personagens prontos do jogo ou criar um personagem novo. Já nesta etapa o jogo mostra parte do seu humor, com as clássicas ilustrações do mascote da série, o Vault Boy.

Durante a criação do personagem você deve distribuir pontos entre os sete atributos do SPECIAL, bem como definir duas Características que oferecem bônus e penalidades em certas condições, e distribuir seus pontos em suas perícias como Big Guns, Energy Weapons, Outdoorsman e outras. Durante o jogo seu personagem adquire experiência ao vencer combates, utilizar certas perícias e realizar missões. Com isso ele aumenta seu nível, recebendo mais pontos de perícias e ocasionalmente vantagens adicionais (os chamados Perks).

Menu de criação de personagem, com o clássico mascote mostrando a relevância da Sorte
Menu de criação de personagem, com o clássico mascote mostrando a relevância da Sorte

O combate é realizado em turnos, durante os quais seu personagem possui uma quantidade de “Pontos de Ação” disponíveis que pode utilizar tanto para se mover em hexágonos (como em GURPS) ou para realizar suas ações como Atirar, Golpear o inimigo ou acessar seu inventário.

Fallout conta também com um sistema de reputação que é medido pelas suas atitudes durante o jogo. Mate alguém em uma vila e logo sua reputação será reduzida, escolha as opções de dialogo incorretas ao discutir com um mafioso e se prepare para um combate inesperado. Mate crianças aleatoriamente e se prepare para ser emboscado por caçadores de recompensa armados até os dentes.

Seja um sanguinário matador, um campeão da humanidade, ou até mesmo um matador de crianças... mas esteja preparado para pagar o preço!
Seja um sanguinário matador, um campeão da humanidade, ou até mesmo um matador de crianças… mas esteja preparado para pagar o preço!

Esse é um dos grandes elementos de Fallout e que adiciona alto fator replay (termo que representa o quanto um jogo pode ser rejogado). Ele oferece várias opções e vários diálogos diferentes e muitas vezes você terá vontade de explorar todas as outras opções que não foram realizadas na experiência anterior.

Apesar de ser um RPG antigo, ele conta com um tempo de jogo razoável para o gênero se você souber o que está fazendo. Algo entre 25-30 horas de jogo são o suficientes para se fazer praticamente todas as missões e vencer todos os desafios do jogo, mas esse é um dos problemas para públicos modernos. Fallout é de uma época onde não se explicavam muitos detalhes e esperava que o jogador aprendesse na raça. Logo, é muito fácil ficar perdido, fazer um personagem ruim ou simplesmente travar em determinada parte porque matou certo personagem ou deu save-game em uma situação em que não consegue sobreviver.

Esqueceu a armadura na cidade? Espero que tenha salvado antes disso...
Esqueceu a armadura na cidade? Espero que tenha salvado antes disso…

Fallout é um jogo de uma era clássica, dos bons e velhos RPGs como Icewind Dale, Baldur’s Gate e tantos outros. Se você não tem problemas com gráficos ultrapassados, gosta de uma história densa e tem paciência para percorrer por vários diálogos em texto, encontrará uma relíquia neste jogo. Sua história, jogabilidade tática (apesar de desequilibrada em vários pontos) o tornam um dos meus favoritos na história dos RPGs e uma recomendação para aquelas épocas em que você quer ficar imerso em um universo novo.

Por conta da já citada facilidade em se ficar perdido esse é um dos jogos que eu recomendo muito seguir o detonado, por mais polêmico que isso possa soar. É muito fácil cometer erros e não conseguir avançar no jogo. Existe o excelente detonado do Per Jorner (http://user.tninet.se/~jyg699a/fallout.html) que é extremamente completo e fácil de seguir. Mas aí, você que esta lendo esse artigo, me pergunta: “seguir um detonado não estraga a diversão?” Ao que eu digo: esse é um assunto meio controverso. Eu acho que funciona igual a política dos spoilers (para mim): para algumas pessoas a diversão está na surpresa de modo geral, mas para outros (como eu) a diversão está em ver os detalhes da história se desenrolar.

Se você tiver paciência de recarregar Saves antigos constantemente (algo que já adianto, acontecerá mesmo com detonado, principalmente nos níveis iniciais, quando alguns dos encontros aleatórios terão uma dificuldade extrema, digna dos consoles antigos. Ocasionalmente você encontrará um combate que NÃO é possível vencer) e ficar sem rumo, vá sem o detonado mesmo.

Fallout teve várias sequências, mas com exceção do Fallout 2, todos os outros títulos fugiram da fórmula original. Enquanto os títulos trazidos pela Bethesda (Fallout 3 e Fallout: New Vegas) trouxeram um novo ar para a franquia, vale a pena visitar os clássicos isométricos, principalmente pela sua história, muito mais rica que os títulos recentes.

O jogo pode ser encontrado a venda no Steam (muitas vezes em promoção). Então vá lá, dê uma visitada nas terras devastadas. Afinal…a Guerra, a guerra nunca muda.

Sobre Marco Junior

RPGista velha guarda tanto dos jogos de papel como os eletrônicos, fã de variados estilos musicais, com uma paixão pelas grandes vozes dos anos 50 e Bluegrass. Ficção pós-apocalíptica e universos fantásticos são meu lar. Gosto de muitas séries e filmes de gêneros variados. Tenho um gato preto chamado Preto e meu computador é quase parte do meu organismo biológico.

Angry Joe Show

Sempre fico contente quando encontro pessoas na internet com opinião sólida sobre games. Ainda mais quando essa pessoa tem uma boa história na carreira de crítico e sua opinião passa muito mais a contar quando ela se expõe como gamer fanático. Desde 2008 declarando sua sincera opinião sobre jogos. Descobri o canal Angry Joe Show no Youtube por acaso mas vem sendo uma incrível experiência desde o primeiro clique.

Angry Joe Show

Joe Vargas, o “Joe Bravo”, literalmente, é um cara normal que gosta de jogar e avalia itens críticos em jogos, como jogabilidade, enredo, gráficos, etc e, a parte que mais gosto, a experiência que o jogo em si proporciona. Para mim, esse é o ponto de destaque do canal. Já vi dezenas de canais que tem reviews e críticas, mas a maioria é só um monte de caras falando sem parar, com vídeos do jogo ao fundo e sem emoção ao conteúdo analisado. Alguns até que são bons, mas maçantes demais. O simpático e nervoso Joe faz tudo isso com um pé nas costas e usa de maestria na hora de incrementar seus vídeos. Se ele está falando sobre um game de “O Senhor dos Anéis”, por exemplo, se fantasia de Smeagol e entra na pele do personagem no começo do vídeo para brincar com o público. Se ele vai contar sobre a nova saga de um Call of Duty, se veste de soldado. E assim ele ganha a atenção e se diferencia – e muito – dos demais canais. Veja o ótimo review de “L.A. Noire”, que aliás, é um jogaço imperdível:

Agora que você sabe um pouquinho mais sobre o show, vou continuar explicando porque é meu canal preferido de reviews de games. Além de ser muito bom crítico e performático, Joe transmite emoção ao falar de certos assuntos que gostou no jogo e deixa isso fluir naturalmente. Ele sorri e gesticula, te dá todos os detalhes do motivo que o levou a realmente gostar do título. E ele ama os detalhes. Assim como ele, penso que detalhes são o diferencial de muitas coisas (e pessoas também). O próprio show é cheio de detalhes.

Mas ele não apresenta o show num mar de rosas. Joe fica furioso (Angry Joe, lembra?) quando perde horas jogando títulos que mereciam mais esforço técnico ou que foram lançados simplesmente para ser mais um título de uma grande marca. “Colonial Marines” foi um bom exemplo. Ele começa analisando o enredo, a trilha sonora, a jogabilidade. Daí, parte para o ataque e escracha os aspectos que o fizeram ficar frustrado com o game. Gráfico ruim, personagens medíocres, inteligência artificial péssima, e por aí vai. O legal é ver que ele é gamer e gosta de descrever sua experiência baseada nisso. Vai saber separar o joio do trigo e vai te contar do que gostou e do que não gostou num jogo. E vai ficar bravo. Muito bravo.

No estúdio improvisado em sua própria casa, Joe tem assistência de alguns parceiros, como “Outro Joe”, que aparece em alguns vídeos, ou até mesmo seu arquirrival, o “Corporate Commander” (Comandante Corporação), que sempre aparece quando algum game é avaliado com notas baixas, mas tem alguma empresa grande por trás das vendas. De todos, o maior acompanhante de Joe, além de sua jaqueta preta surrada e sua camiseta do Superman, é o fiel background! Este é um grande companheiro do host e implacável em seus comentários. Conforme Joe vai apresentando seu review, o background dá algumas indicações, explicações e até faz piada, dependendo do assunto.

O background é um ótimo - e hilário - detalhe
O background é um ótimo – e hilário – detalhe

Para quem gosta de games e quer saber mais sobre eles antes de comprar, Angry Joe Show é um canal indispensável para acompanhar com frequência e marcar como favorito no Youtube. Além de conter uma boa dose de humor, as análises são sempre justas e muito críticas.

Sobre Paulo Mattos

Gamer, músico, crítico amador de cinema, comilão e beberrão. Adora estar por dentro de tudo e diz que entende de várias coisas um pouco. No fundo, acaba não entendendo nada e tem que reescrever tudo de novo.

Stargate SG-1

Essa recomendação será pequena, quero me ater ao que me chamou atenção na série sem passar nenhum spoiler, essa é uma das minhas séries favoritas e eu gostaria muito de vê-la novamente pela segunda vez.

stargate_sg_1_title_wallpaper_by_syl4r32-d5d1dy3

Sempre fui um fã de ficção científica, adorei assistir tudo relacionado à Battle Star Galactica, amo Doctor Who, gosto de literatura do tema, etc. Quando descobri a franquia de Stargate, as séries Stargate Atlantis e Stargate SG-1 já haviam se encerrado, estavam começando a exibir Stargate Universe, eu assisti o episódio piloto desta e mesmo sem entender muito eu fiquei vidrado. Então fui assistir o primeiro filme, as 10 temporadas de Stargate SG-1, os outros dois filmes, as 5 temporadas de Stargate Atlantis. E finalmente assisti as 2 temporadas de Stargate Universe.

Foi ma das experiências mais imersivas que já experimentei em um show de televisão. Os atores são acreditáveis, a história é fascinante, no início você fica com aquela sensação de ‘o que será que vão encontrar no próximo planeta?’ e a medida que a história evolui e os vilões se solidificam, você muda sua perspectiva para ‘será que eles serão derrotados?’.

Pode parecer bem superficial ter esse tipo de expectativa de uma série (o vilão ser derrotado ou não). Mas com tantos altos e baixos a série te mantém interessado com cada missão que dá errado, o que torna muito mais gratificante tudo que acaba dando certo.

large-FullSize-sga0412-0399xe

Falando em vilões, são os mais bem pensados da televisão, em minha opinião obviamente. Você tem os parasitas que precisam de um corpo para sobreviver e juntamente com sua memória genética vivem por milhares de anos e governam seus povos de humanos escravizados posando de deuses, na maioria das vezes, malevolentes. Esses deuses são incorporados em nossas mitologias. No primeiro filme, por exemplo, você tem como vilão principal o deus egípcio Rá. No início de SG-1, esse deus é Apofis.

Há também uma raça de robôs autorreplicadores, extremamente adaptáveis. Ou humanos que atingiram um nível de sabedoria tão alto que alcançaram a ‘Ascenção’ e dominam outros povos como se fossem deuses benevolentes. Eu estou tentando ao máximo evitar estragar sua possível experiência, então a minha descrição foi bem superficial, e só apresenta elementos que a série revela logo no primeiro contato com esses vilões, então não se preocupe, eles são vistos de maneira muito mais profunda na série. E estou focando em Stargate SG-1 aqui, não vou descrever os espectros de Stargate Atlantis nem contar o que acontece em Stargate Universe.

wallpaper_cast_01_1920_129476522817

Então fica a recomendação se você procura uma série extensa em conteúdo, com um nível de profundidade maior que o normal e com um bom senso de humor. Assista! Vale a pena!


 

Obs: Tenho um medo imenso de spoilers, por isso não vou fazer desse post um review. Entenda meu zelo ao evitar falar sobre o tema do seriado.

Sobre José Astolfo

José Astolfo Caetano Burle Diniz Cavalcanti, nenhuma ascendência na família real. Estudante, trabalhante, jogante. 23 anos. Estudo menos do que devo, trabalho mais do que ganho e jogo mais do que devia. Estou sempre assistindo alguma série, ou reprisando Stargate. Recentemente comecei a ler bastante ficção fantástica estou aceitando sugestões do que ler, mas por enquanto estou ocupado com A Torre Negra e Brumas de Avalon.